Ensino de Libras na formação inicial de professores dos cursos de licenciatura em Física: a obrigatoriedade por meio do Parecer CNE/CP nº2/2015

Tais Andrade dos Santos, Moacir Pereira de Souza Filho

Resumo


A língua Brasileira de Sinais (LIBRAS) tornou-se obrigatória nas licenciaturas a partir da Lei Nº 10.436, de 24 de Abril de 2002 que dispõe sobre a Língua Brasileira de Sinais. Apesar da obrigatoriedade já em 2002, esta política foi enfatizada e reformulada em mais dois documentos: Decreto nº 5.626, de 22 de dezembro de 2005 e o Parecer CNE/CP Nº2/2015. Este trabalho tem como objetivo apresentar um panorama geral e discutir algumas implicações oriundas da obrigatoriedade, além das dificuldades, da implantação das libras nas licenciaturas, com ênfase nas especificidades da disciplina para a licenciatura em Física. As especificidades apresentadas foram oriundas da natureza da ciência (Física,) devido ao fato de que a linguagem desta ciência, muitas vezes, não apresenta tradução literal para libras, necessitando assim que o futuro professor ao terminar a graduação tenha que estar preparado para uma aula bilíngue (língua português e libras). Outro ponto, neste caso em relação a formação de interpretes, é que estes não saberiam como atuar em sala de aula, visto que, geralmente, desconhecem o conteúdo de Física.


Palavras-chave


Ensino de Libras; Formação inicial de Professores; Base Nacional Curricular Comum.

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Referências


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