Mitos e crenças sobre altas habilidades ou superdotação entre professores de uma escola da DRE Pirituba/Jaraguá

Gregorio Paoli Conrado Sabbag, Denise Rocha Belfort Arantes-Brero

Resumo


Alunos com Altas Habilidades ou Superdotação são muito mais recorrentes do que evidencia o senso comum, as estimativas mais tímidas advertem que esse público abrange de 3% a 5% de qualquer população. Mas por que será que esses alunos não são reconhecidos na maioria das escolas? Essa pesquisa fez um levantamento sobre o que pensam os professores de uma escola da DRE Pirituba/Jaraguá a respeito dessa clientela da Educação Especial, a fim de saber a existência de mitos que dificultam a correta identificação desses alunos. Para isso, foi preparado um questionário contendo 23 perguntas fechadas sendo entrevistados 17 professores. A maioria dos participantes afirmou ter entrado em contato com o tema na graduação, pós-graduação ou cursos de formação continuada, e demonstraram possuir certa criticidade a respeito de parte dos mitos apresentados. Porém, foi constatado que os mesmos não conseguem identificar tais alunos em seu cotidiano escolar, tendo apenas uma professora apontando dois alunos em seu local de trabalho. Diante da presente situação, nota-se que para ocorrer a inclusão é preciso mais do que dominar a teoria em partes, faz-se necessária uma ação conjunta entre os profissionais da educação, a comunidade e o poder público em busca conhecimento e sensibilização de quem realmente são esses estudantes que fazem parte do público alvo da educação especial, para que os mesmos sejam identificados como tais, apontados no censo escolar e atendidos em suas necessidades específicas, caso contrário permanecerão invisíveis na escola.

Palavras-chave


Educação; Educação Especial; Educação Inclusiva; Altas Habilidades/ Superdotação

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