Educação Inclusiva e Formação de Professores: o Mestrado Profissional

Klaus Schlünzen Junior, Anna Augusta Sampaio de Oliveira, Elisa Tomoe Moriya Schlünzen

Resumo


O Mestrado Profissional em Educação Inclusiva em Rede Nacional (PROFEI) consolida-se em uma demanda elevada de aprimoramento profissional dos professores e gestores em todo o território nacional, no que se refere à formação continuada em consonância com as políticas públicas de inclusão escolar e uso das Tecnologias Digitais de Informação e Comunicação (TDIC). O objetivo do programa é desenvolver processo formativo profissional que permita buscar meios para construir uma cultura para uma sociedade inclusiva, no sentido de que a escola realize metodologias inovadoras na perspectiva da Educação Inclusiva, atendendo a diversidade de todos os estudantes, entre eles o público-alvo da Educação Especial (pessoas com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento, altas habilidades/superdotação), população indígena, quilombola, do campo, diferentes gêneros e diversidade sexual, entre outros, possam aprimorar seu potencial, suas competências e habilidades dentro do ambiente escolar e em seu próprio cotidiano, tanto no contexto social, familiar e profissional. Este artigo tem a finalidade de descrever o PROFEI, indicando sua estrutura de funcionamento, sua proposta pedagógica, seus recursos a serem empregados, a composição e organização da sua rede de Instituições de Ensino Superior participantes e suas perspectivas de formação.


Palavras-chave


Educação Inclusiva. Público-alvo da Educação Especial. Pós-Graduação.

Texto completo:

PDF

Referências


ABDIAN, G. Z.; OLIVEIRA, A. A. S. Educação para todos e gestão escolar: interfaces a partir da construção coletiva do Projeto Político-pedagógico. In: ORRÚ, S. E. (Org.). Para além da educação especial: avanços e desafios de uma educação inclusiva. 1. ed. Brasília: WAK, 2013. p. 95-130.

ALVES, M. M.; RIBEIRO, J.; SIMÕES, F. Universal Design for Learning (UDL): contributos para uma escola de todos. Indagatio Didactica, Aveiro, v. 5, n. 4, p. 121-146, 2013. Disponível em: https://proa.ua.pt/index.php/id/article/view/4290/3224. Acesso em: 19 ago. 2020.

AMBROSETTI, N. B.; CALIL, A. M. G. C. Contribuições do mestrado profissional em educação para a formação docente. Revista Reflexão e Ação, Santa Cruz do Sul, v. 24, n. 3, p. 85-104, 2016. Disponível em: https://online.unisc.br/seer/index.php/reflex/article/view/7526. Acesso em: 19 ago. 2020.

ANDRÉ, M.; PRINCEPE, L. O lugar da pesquisa no Mestrado Profissional em Educação. Educar em Revista, Curitiba, n. 63, p. 103-117, 2017.

BERSCH, R. Introdução à Tecnologia Assistiva. Porto Alegre: ©Rita Bersch, 2017. Disponível em: https://www.assistiva.com.br/Introducao_Tecnologia_Assistiva.pdf. Acesso em: 19 ago. 2020.

BERSCH, R. Recursos Pedagógicos Acessíveis. Tecnologia Assistiva (TA) e Processo de Avaliação nas escolas. Porto Alegre: ©Rita Bersch, 2013. Disponível em: https://www.assistiva.com.br/Recursos_Ped_Acessiveis_Avaliacao_ABR2013.pdf. Acesso em: 19 ago. 2020.

BRANDÃO, M. A.; DECCCAHE-MAIA, E.; BOMFIM, A. M. Os desafios da construção de um Mestrado Profissional: um panorama dos sete anos do Propec. Revista Polyphonía, Goiânia, v. 24, n. 2, 2013.

BRASIL. Ministério da Educação. Atendimento Educacional Especializado para o aluno com deficiência intelectual. Brasília: MEC/SEESP, 2010.

BRASIL. Subsecretaria Nacional de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência. Comitê de Ajudas Técnicas. Tecnologia Assistiva. Brasília: CORDE, 2009.

BRASIL. Ministério da Educação. Política Nacional de Educação Especial na perspectiva da Educação Inclusiva. Brasília: MEC/SEESP, 2008.

BRASIL. Ministério da Educação. Diretrizes nacionais para a educação especial na educação básica. MEC/SEESP. Brasília, 2001.

BRASIL. Ministério da Educação. Portaria nº 80, de 16 de dezembro de 1998. Dispõe sobre o reconhecimento dos mestrados profissionais e dá outras providências. Brasília: MEC/CAPES, 1998.

BRASIL. Ministério da Educação. Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Brasília: Presidência da República, dez. 1996.

CAMPOS, M. A. T.; GUÉRIOS, E. Mestrado Profissional em Educação: reflexões acerca de uma experiência de formação à luz da autonomia e da profissionalidade docente. Educar em Revista, Curitiba, n. 63, p. 35-51, 2017.

DAMASCENO, L. L.; GALVÃO FILHO, T. A. As novas tecnologias como Tecnologia Assistiva: utilizando os recursos de acessibilidade na Educação Especial. In: CONGRESSO IBERO-AMERICANO DE INFORMÁTICA NA EDUCAÇÃO ESPECIAL, 3., 2002, Porto Alegre. Anais do III CIIEE. Porto Alegre: UFRGS, 2002.

DENARI, F. E. De classes especiais e atendimento educacional especializado: a elegibilidade de alunos como foco. Revista Diálogos e Perspectivas em Educação Especial, Marília, v. 1, n.1, p. 45-52, 2014.

GALVÃO FILHO, T. A. Tecnologia Assistiva: favorecendo o desenvolvimento e a aprendizagem em contextos educacionais inclusivos. In: GIROTO, C. R. M.; POKER, R. B.; OMOTE, S. (Org.). As tecnologias nas práticas pedagógicas inclusivas. Marília/SP: Cultura Acadêmica, 2012. p. 65-92.

HUERTAS, E. et. al. Considerations for quality assurance of e-learning provision. Report from the ENQA Working Group VIII on quality assurance and e-learning. Ocasional papers 26. European Association for Quality Assurance in Higher Education. 2018. Disponível em: https://enqa.eu/indirme/Considerations%20for%20QA%20of%20e-learning%20provision.pdf. Acesso em: 19 ago. 2020.

KASSAR, M. C. M.; REBELO, A. S.; OLIVEIRA, R. T. C. Embates e disputas na política nacional de Educação Especial brasileira. Educ. Pesqui., São Paulo, v. 45, 2019. Disponível em: https://www.scielo.br/pdf/ep/v45/1517-9702-ep-45-e217170.pdf. Acesso em: 19 ago. 2020.

MALHEIRO, C. A. L.; MENDES, E. G. Sala de Recursos Multifuncionais: formação, organização e avaliação. Jundiaí: Paco, 2017.

McGHIE-RICHMOND, D.; SUNG, A. N. Applying Universal Design for Learning to Instructional Lesson Planning. International Journal of Whole Schooling, Victoria-BC, v. 9, n. 1, p. 43-59, 2013. Disponível em: https://files.eric.ed.gov/fulltext/EJ1016798.pdf. Acesso em: 19 ago. 2020.

MENDES. E. G. A radicalização do debate sobre inclusão escolar no Brasil. Revista Brasileira de Educação, Rio de janeiro, v. 11, n. 33, p. 987-405, 2006.

MENDES, E. G.; ALMEIDA, M. A. (Org.). Inclusão Escolar e Educação Especial no Brasil: entre o instituído e o instituinte.1. ed. Marília: ABPEE, 2016.

MIRANDA, T. G.; GALVÃO FILHO, T. A. (Org.). O professor e a educação inclusiva: formação, práticas e lugares. Salvador: EDUFBA, 2012.

MONTEIRO, M. I. B.; FREITAS, A. P.; CAMARGO, E. A. A. (Org.). Relações de ensino na perspectiva inclusiva: alunos e professores no contexto escolar. Araraquara, SP: Junqueira&Marin, 2014.

NOGUEIRA, E. G. D.; NERES, C. C.; BRITO, V. M. Mestrado profissional em educação: a constituição do professor/pesquisador e o retorno para a escola. Revista da FAEEBA – Educação e Contemporaneidade, Salvador, v. 25, n. 47, p. 63-75, 2016.

NUNES, C.; MADUREIRA, I. Desenho Universal para a Aprendizagem: construindo práticas pedagógicas inclusivas. Da Investigação às Práticas, Lisboa, v. 5, n. 2, p. 126-143, 2015. Disponível em: http://www.scielo.mec.pt/pdf/inp/v5n2/v5n2a08.pdf. Acesso em: 19 ago. 2020.

OLIVEIRA, A. A. S. Gestão Democrática e Participativa: em busca da ação coletiva. São Paulo: Acervo Digital da Unesp, 2014. Disponível em: https://acervodigital.unesp.br/bitstream/unesp/155278/1/unesp-nead_reei1_d03_texto01.pdf. Acesso em: 19 ago. 2020.

OLIVEIRA, A. A. S. O processo de inclusão no Brasil: políticas públicas para o educando com necessidades educacionais especiais. In: GENARO, K. F.; LAMONICA, D.A.C.; BEVILACQUA, M.C. (Org.). O processo de comunicação: contribuição para a formação de professores para inclusão de indivíduos com necessidades educacionais especiais. São José dos Campos: Pulso, 2006. p. 255-276.

OLIVEIRA, A. A. S. Formas de organização escolar: desafios na construção de uma Escola Inclusiva. In: OMOTE, S. (Org.). Inclusão: intenção e realidade. Marília: Fundepe Publicações, 2004. p. 77-112.

PLETSCH, M. D.; SOUZA, F. F.; ORLEANS, L. F. A diferenciação curricular e o desenho universal na aprendizagem como princípios para a inclusão escolar. Revista Educação e Cultura Contemporânea, Rio de Janeiro, v. 14, n. 35, 2017, p. 264-281.

ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS PARA EDUCAÇÃO, A CIÊNCIA E A CULTURA [UNESCO]. Declaração de Salamanca sobre princípios, política e práticas na área das necessidades educativas especiais. Salamanca: Unesco, 1994. Disponível em: http://portal.mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/salamanca.pdf. Acesso em: 19 ago. 2020.

ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS PARA EDUCAÇÃO, A CIÊNCIA E A CULTURA [UNESCO]. Declaração Mundial sobre Educação para Todos – Plano de ação para satisfazer as necessidades básicas de aprendizagem. Documento a partir da Conferência de Jomtien. Tailândia: UNESCO, 1990. Disponível em: http://www.dhnet.org.br/direitos/sip/onu/educar/todos.htm. Acesso em: 19 ago. 2020.

RIBEIRO, R. J. O Mestrado Profissional na política atual da Capes. Revista Brasileira de Pós-Graduação, Brasília, v.2, n. 4, p. 8-15, 2005.

RIOS, G. A. Inclusão pedagógica: conceituação a partir de uma experiência na educação superior a distância. 2018. 203 f. Tese (Doutorado em Educação) – Faculdade de Ciências e Tecnologia, Universidade Estadual Paulista, Presidente Prudente, 2018.

ROQUEJANI, T. C.; CAPELLINI, V. L. M. F.; FONSECA, K. A. O Desenho Universal para Aprendizagem em contextos inclusivos do ensino fundamental. In: OLIVEIRA, A. A. S.; FONSECA, K. A.; REIS, M. R. Formação de Professores e Práticas Educacionais Inclusivas. Curitiba: CRV, 2018. p. 59-80.

SCHLÜNZEN, E. T. M.; SANTOS, D. A. N. Práticas pedagógicas do professor: abordagem construcionista, contextualizada e significativa para uma educação inclusiva. Curitiba: Appris, 2016.

SCHLÜNZEN, E. T. M. Abordagem Construcionista, Contextualizada e Significativa: Formação, Extensão e Pesquisa em uma Perspectiva Inclusiva. 2015. 200 f. Tese (Livre-Docência) – Faculdade de Ciências e Tecnologia, Universidade Estadual Paulista, Presidente Prudente, 2015.

SEVERINO, A. J. O Mestrado Profissional: mais um equívoco na política nacional de pós-graduação. Revista de Educação, Campinas, n. 21, p. 9-16, 2006.

SILVA, W. R. Formação sustentável do professor no mestrado profissional. Revista Brasileira de Educação, v. 22, n. 70, 2017.


Apontamentos

  • Não há apontamentos.


Direitos autorais 2020 InFor e autores.

             

InFor - Inovação e Formação - Revista do Núcleo de Educação a Distância da Unesp by IEP3 - Unesp e Reitoria da Unesp is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial-NoDerivatives 4.0 International License.

Todos os direitos reservados ao Instituto de Educação e Pesquisa em Práticas Pedagógicas (IEP3), à Unesp e seus autores.

Based on a work at ojs.ead.unesp.br

infor.iep3 [arroba] unesp.br

ISSN 2525-3476